Se a coisa ficou preta, então está ótima. Mostra Bellyblack faz repensar questões como representatividade e empoderamento dentro da dança do ventre.

6 out

mostra

No Festival Nacional Shimmie 2018, entre outras de suas propostas inovadoras, que é a marca deste festival de dança do ventre que está na sua 8ª edição, as organizadoras Daniella Ogeda e Josi Madureira exploraram uma vertente de caráter social que há muito vem incomodando muitas bailarinas desta modalidade artística. O assunto é representatividade. Onde estão as mulheres pretas na dança do ventre?

Oi, boa noite, tudo bem?

Sim, nós estamos lá nas salas de aula, integrando grupos como alunas, sendo professoras, participando de mostras, concursos, comprando figurinos, acessórios, organizando eventos. No entanto, quem somos nós? Quais os nossos nomes? Você é capaz de citar quantas?

Nossos corpos são invisibilizados dentro destes contextos em que normas e padrões técnicos e também estéticos são ditados e em que algumas pessoas se destacam ganhando visibilidade por terem certas características e outras não.

Durante muito tempo a dança do ventre aqui no Brasil esteve ligada às tradições culturais das famílias árabes que se instalaram no país principalmente fugindo dos horrores da II Grande Guerra. Aliás, o meu contato com a dança se deu na adolescência, pois minha melhor amiga é filha de libaneses e as festas na casa dela eram regadas a música árabe e roda de dabke. Até então, o que a população no geral sabia sobre a dança do ventre vinha a partir de uma visão erotizada e caricata da bailarina que a televisão e o cinema difundiram. Quem já não ouviu falar do seriado Jennie é um gênio ou os contos de mil e uma noites da sensual Sherazade ao sultão Shariar? O imaginário coletivo povoado por essas imagens que ainda duramente temos que desconstruir.

A dança do ventre, antes restrita às comunidades e simpatizantes, rompe os núcleos familiares e sofre uma mudança de público. Isso se dá justamente quando uma série de transformações políticas e econômicas ocorre no Brasil. Dos últimos 20 anos para cá o incremento ao salário mínimo, a liberação do crédito, a melhoria na qualidade de vida, o aumento da escolaridade da população e o acesso à internet permitiram a expansão da dança do ventre especialmente nos grandes centros urbanos.

A dança do ventre sai dos nichos árabes e começa a ser inserida para além das festas das nações quando se representa o Egito. As academias, as escolas de dança começam a oferecer a modalidade visto que a procura é crescente. As profissionais aumentam numa progressão geométrica, pois de um núcleo podem sair 3 4 professoras que darão continuidade à formação de novas bailarinas.

Pensando em termos comerciais, esse movimento também é impulsionado por um fator econômico inegável. A dança do ventre é um negócio rentável para inúmeros profissionais que ela emprega: professores, bailarinas, figurinistas, bordadeiras, costureiras, fotógrafos, casas de show, restaurantes, aluguel de espaços, vídeo produções, músicos, acessórios. Ela já não é hobby de muita gente e se tornou a principal fonte de renda.

Depois deste apanhado todo fica evidente que a dimensão que essa arte atinge, hoje,  engloba as vicissitudes e as problemáticas que acometem a sociedade brasileira como um todo particularmente no que diz respeito às questões sociais e econômicas.

Fiz um workshop com a bailarina Amar Gamal, cubana negra, durante uma das atividades no São Paulo Bellydance Festival em julho e em meio às perguntas técnicas eu saco essa: “Como é ser uma bailarina negra de dança do ventre num meio majoritariamente branco?” Confesso que recebi muitos olhares de estranhamento.  Amar disse que também se incomodava com o assunto, mas apontou que o fator econômico, a dança do ventre ser uma “dança cara” afastou muitos negros, pois justamente devido aos anos de escravização também ocorrido em seu país, encontram-se entre a maioria da população de baixa renda.

Se um dos motivos que afastou as bailarinas negras foi o econômico, o fato das condições sociais brasileiras terem melhorado pode explicar a entrada de mulheres de pele escura na dança. Porém, convém salientar que essa mulher segue o modelo consagrado: magra e de cabelão alisado. Conforme vão surgindo os movimentos afirmativos e de auto valorização identitária as mulheres, numa forma de resistência, elas chegam na dança do ventre sem se preocuparem com possíveis padronizações exteriores e primando pelo bem estar, pela competência e estilo individual. Quando Ângela Cheirosa, gorda, negra e nordestina se torna capa de uma das revistas mais conceituadas especializadas do ramo faz repensar a dança do ventre. Ela é um espaço inclusivo para todas e todos? Ou esse espaço inclusivo se restringe apenas às propagandas para lotar as academias? Pois se somos muitas, também  por que é que não  ganhamos concursos, somos capas de revistas, ou integramos casting de casas de chá e restaurantes? Será por que todas as bailarinas negras não tem competência? Alguma coisa errada não está certa por aqui. Por mais que você não pense nessas questões, pois você considera que todos somos iguais, existe um racismo institucional silencioso e nefasto. Observe todo o movimento, faça uma análise em todo o processo que ocorre em nossa sociedade e que desembocou pela luta de muitas mulheres agora tendo à frente Ângela Cheirosa numa mostra intitulada Bellyblack.

Os caminhos que as bailarinas negras dentro da dança do ventre foram galgando socialmente, economicamente e educacionalmente imprimem um novo olhar para essa arte. Esse olhar trata da genética, da cultura e de ancestralidade que simplesmente não tem como arrancar de nossa constituição identitária e deixar de fora nas apresentações.

É exatamente nesse ponto que a dança, como manifestação artística, é reflexo de seu tempo. Os sujeitos que fazem essa arte a impressionam com suas escolhas de movimentos, de figurinos e de estética que ao invés de agregar são capazes de excluir. O tal jogo do que pode e do que não pode. Pode gorda? Pode black? Pode? Não? Pode, sim!

Seria até uma incoerência não ocorrer essa antropofagia cultural que é a marca brasileira em tudo o que põe a mão. Fundir, englobar, assimilar, receber influências, influenciar. Um país que é formado pelo “canto das três raças”.

Já passou da hora de ocupar todos os espaços, já que o Brasil é constituído por um pouco mais da metade de sua população de pretos e pardos. Mas não sem antes vir lutando, quando mesmo sendo tecnicamente boa se é preterida, ser silenciada em nossas reivindicações, acusadas de raivosas, ignoradas por organizações e eventos, desconsideradas sobre nossos questionamentos ouvindo que temos que estudar.

Pois é por estudarmos que nos enxergamos como atores sociais com importante papel dentro desta máquina toda. E empoderadas empoderamos outras mulheres num movimento de união que toma forma símbolo de uma filosofia africana: ubuntu.

Estamos “esquerdando” a dança do ventre? Foi o que uma bailarina comentou em uma postagem de divulgação de uma das Cia que se apresentaram na mostra.

Se esquerdizar a dança do ventre é alçar essa arte a um patamar reflexivo que não tome mais a arte pela arte tornando-a mais democrática e emancipadora, ah, então sim, precisamos muito, e esse é só o começo, nossa sementinha está sendo plantada e há uma longa estrada a ser percorrido para que cheguemos a não precisar de uma mostra Bellyblack.

Ângela Cheirosa segurou a ponta desta corda por tratar de um assunto  tão estigmatizado na dança do ventre.E foi ela a primeira capa que puxou outras mulheres consigo. Representatividade importa, sim!  Eu lá no palco sou a possibilidade de mudança de vida de muita menina negra que nunca nem se aventuraria pensar no ser bailarina de dança do ventre.

Ângela Cheirosa vem na linha de frente desconstruindo e quebrando paradigmas  integrando a corte de Wakanda que está passando, mas não paramos por aqui.

Seguimos sendo a resistência. Sabemos que é um trabalho de formiguinha, de apropriação de conhecimento e fomentar espaços de debate são extremamente educativos. Agora a coisa ficou preta! E se ficou preta tá boa demais!

 

 

 

 

 

 

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Eu sou porque nós somos

21 set
shirlei

Shirlei A. Cunha professora de Língua Portuguesa e aluna da primeira turma de pós graduação do curso de Gestão da Aprendizagem da Universidade Braz Cubas (2017/18).  Foto/acervo pessoal

 

Acabou mais uma pós graduação. Agora foi na Universidade Braz Cubas.  Saio com o título de especialista em  gestão da aprendizagem. O sentimento é de gratidão. À Adriana e a Mari que nos acompanharam tanto no pessoal quanto no profissional e nos ajudaram a ser pessoas melhores do que quando nós entramos. E a elas mesmas também  que se reconstruíram ao nos ajudar a nos construirmos. O aprendizado é mútuo. Gratidão.

Que caminhada de (re) descobrimento. Muitas ideias. Só não foi melhor porque nesse final se sobrepuseram às atividades da pós as do mestrado. É muita leitura, planejamento, citações.  A correria é grande. E além das atividades como aluna existem as atividades como professora também e em duas escolas que precisam ser cumpridas.

Aroooooo

A vida pessoal de bailarina de Wakanda? Ensaios e mais ensaios de dança do ventre e dança cigana. Fica pro próximo texto. O trabalho no centro, a conexão com o sagrado tiveram que ceder desta vez. O universo sabe o quanto o conhecimento é importante para o meu propósito de ajudar a ajudar.

E são oportunidades e mais oportunidades que aparecem para quem se abre, para quem está a fim de voar, livre. Voando e voando para o “infinito e além”. Assim eu vou e voo. Dançando, voando, cantando, aprendendo é porque como dizia Cazuza “O tempo não para.”

Meu companheiro de curso pediu para que eu escrevesse um texto para o encerramento desta primeira turma. Esse que compartilho com vocês abaixo:

EU SOU PORQUE NÓS SOMOS

A docência, profissão, mais do que dom, é árduo suor, trabalho de lapidação.

Um construir com materiais que temos à mão. Se o material é humano, não há porque esperar perfeição.

A expectativa que frustra, se no topo acima das nuvens é a meta a chegar, se nem ao menos o cume somos capazes de enxergar.

Se a mudança é dolorida, o resultado é libertador. Somos fruto de uma educação que delega o poder e a criação do currículo a outrem para que seja reproduzido na sala de aula uma utopia frente a uma realidade bem difusa.

No momento, o desespero às vezes bate e as forças para resistir podem faltar, embora saibamos da nossa importante função social.

Uma atitude. Um movimento. Um passo é necessário dar numa direção contrária se no médico do coquinho não quisermos chegar.

O intuito é mexer com as estruturas, balançar. Pensar, executar, refletir e compartilhar, só  que nem sempre o corpo cansado e a mente esgotada são capazes de executar.

Tudo que está ao nosso redor pode transformar-se em objeto para o ensino, basta com sensibilidade observar.

As tecnologias, bicho de sete cabeças para quem não aprendeu a lidar, mas esse bicho é manso é só querer adestrar.

Agora se já temos a ferramenta a nosso favor, devemos analisar: ela nos presta para reprodução de um sistema excludente ou nos ampara para o desenvolvimento de ações autorais, humanizando e emancipando-nos de verdade?

Se parece tudo muito confuso e a gente se cobra e os outros nos cobram resultados, nada melhor do que fazer um trabalho em conjunto ao dos nossos pares. E se temos ajuda de um olhar externo, as contribuições para solucionarmos os problemas podem ser bem maiores.

Somos desafiados todos os dias: quer seja em nossa vida profissional ou em nossa vida pessoal. É um turbilhão que nos põe no automático e, quando nos percebemos, somos refém do imediato do aqui e do agora, mas de repente o corpo nos lembra que não somos uma máquina e, sem saúde, nenhum plano de vida é possível concretizar.

Recuperados, nos levantamos e pensamos: “eu sou o alicerce de qualquer nação! No meu país não sou o único e outros companheiros vou buscar para encarar essa luta!”

Lembra-se da sua ancestralidade, das suas raízes, ubuntu! É o som que ecoa e reúne, isto é, eu sou porque nós somos. Eu me completo na relação com o outro.

Cidadãos, trabalhamos no sentido de construir uma nação justa e diminuir as desigualdades, a palavra empatia deve, para além das bocas, ser prática diária, pois o Brasil é formado hoje por indígenas confinados, europeus, imigrantes, refugiados, pretos descendentes de escravizados. Como ser indiferente àquele que não tem onde colocar o caderno para estudar?

Lembre-se de que ao seu lado há um colega de trabalho que sente e passa por tudo que você passa e que a desilusão/depressão não é preguiça, frescura ou falta de Deus. E quem sabe a indisciplina daquele aluno não seja um modo de resistência a um meio que o tortura?

Nosso olhar se amplia quando subimos em cima do muro. Um muro que devemos construir juntos. A nossa identidade é a força que nos une e, unidos, transformamos. Somos uma categoria profissional sem controle de sua profissão. Já se deram conta disto? Com esses horizontes ampliados, empoderados estamos para nos desvencilharmos da submissão.

Essa nova realidade que se abre no firmamento pode assustar, a princípio, dá medo de enfrentar.

Escolhas e decisões, que são atos políticos, dos quais você se exime, mas trabalhando numa escola pública e como ator, ser social e político, você não pode negar.

A nossa rebeldia é insistir na Educação como forma de resistência, de luta, de emancipação. Uma esperança que não pode nos faltar. Se nosso objetivo é continuar,  temos que nos reinventar, inovar. Se as pedras que rolam não criam limbo, a gente vai enquanto outros foram e alguns outros vêm vindo.

E sabe de uma coisa: olhe para o seu lado, repare bem nos professores, na situação de outros Estados? E se chegar até aqui é uma conquista, é porque admitimos que nada sabemos e nos fizemos pequeninos para crescermos. Como as crianças, nos permitimos correr, dançar, encenar, fazer estrelinhas no ar, pois eu já passei que já passei por uma e voltei aqui pra te contar que a vida é muito curta. Então, o que você vai deixar ou quer levar?

dedico a você Marcelo e a quem sempre soube escrever com poesia tudo aquilo que a gente diz de qualquer jeito, Tá (Tarcísio Teixeira Júnior – in memorian).

Brasiland

28 abr
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Brasil: rumo a modernização com base no positivismo desde 1889

Eu vivo em uma sociedade igualitária. Em que todas as pessoas trabalham e recebem pelo que fazem sem escala de valor em relação a uma função e outra. Aqui na Brasiland as pessoas possuem comprometimento com a Educação e com a lapidação dos valores morais.

Mentira eu não vivo neste lugar, não.
Na verdade, eu vivo em uma sociedade cada vez mais individualista, com atraso de quase 120 anos na liberdade para todos, que é governada por um grupo que não é a cara da população brasileira, mas que foi eleito por ela porque gastou mais pra fazer propaganda de si. São empresários, ruralistas, funcionários liberais.
Esse grupo está lá para defender interesse dos grupos aos quais fazem parte, é pra isso que foram eleitos. A quantidade deles no legislativo em detrimento daquele do capiau que consegue se eleger é infinitamente superior. Então, penso que a força de mobilização e argumentação desse último grupo supere a do capiau.
De repente, a toque de caixa se articulam para aprovar um plano para salvar o povo brasileiro, reformando e modernizando leis e congelando gastos públicos. Certamente vão resguardar, legitimamente, os direitos das classes que representam. O capiau, então, se ferra pois não tem com quem se articular.
A questão é o funcionamento do legislativo numa forma geral. Nessa o capiau sou eu, o povão, base da pirâmide e tals.
Agora vou pra história do Brasil. Vou ser bem generalista em relação a algumas manifestações ocorridas por aqui, lembro de duas de cunho bem popular que foram massacradas pelos aparelhos do Estado: Quilombo de Palmares e Canudos. Tivemos, também, os movimentos contra a ditadura militar, que mesmo com todas as mortes e repressões era composto por uma turma mais intelectualizada um pessoal mais articulado, alguns passaram pelo exílio, outros ficaram organizados na clandestinidade. O fato é que quando um grupo se opõe a um sistema estabelecido que “dizem” ser melhor pra todo mundo o pau fecha aqui no Brasil. E vejo que por esses exemplos quem pode mais chorou menos.
Bora pra Brasiland, que foi historicamente governada por uma minoria interessada em perpetuar seu status quo e que continua “sabendo” o que é melhor pra todo o povo.
Em Brasiland as manifestações são sempre pacíficas e os grupos debatem seus interesses de forma equilibrada chegando a um consenso que satisfaçam o bem estar geral da população. Tratam política em sua essência: palavra de origem grega politiká, uma derivação de polis que designa aquilo que é público e que como a ciência da  de um Estado ou Nação é também uma arte de negociação para compatibilizar interesses.
E aqui no Brasil também se exerce a política em sua essência com uma legislação que caminha para a equalização dos interesses dos grupos aos quais seus representantes pertencem. Para mim, não há nada de incoerente com o meu país. Está tudo fluindo perfeitamente bem.
Se o capiau, eu e o povo brasileiro, não colocou representantes de seus interesses lá dentro do Congresso vai ter que ficar se digladiando cá fora pra ser ouvido. E pra eu poder fazer toda essa reflexão tive que ler, analisar, me interessar, ponderar, confrontar, pesquisar, elaborar uma linha de raciocínio e escrever. Segundo pesquisa realizada pelo Instituto Paulo Montenegro em 2015, eu faço parte do seleto grupo da população brasileira que tem plenas habilidades de leitura, compreensão e escrita de diferentes tipos e gêneros textuais.
Eureca! Descobri qual é o problema do capiau brasileiro: é não ter a habilidade de articulação e expressão oral e escrita para compreender essa engenhoca política e se sentir um ser pertencente a esse movimento. Nossa, é isso! Educação de qualidade! Está tão claro! Poxa, mas, então, por que será que nossos representes tão estudados não pensaram nisso antes?
E bora pra Brasiland.

Redação nota 0

17 jan

530 mil tiram nota 0 em redação do ENEM 2014. Tenho certeza de que já estão procurando os culpados.
É claro que num primeiro momento serão os professores, pois estão na ponta da corda do sistema educacional.
Professores e alunos são as vítimas palpáveis, mas o problema da educação falida envolve muito mais fatores.
A quem favorece a ignorância de um povo? Nós aqui sabemos que é à manutenção do poder nas mãos de um pequeno grupo. Aquele que se apavora com o crescimento da classe média e teme a perda de privilégios.
Além disso, concorre o pensamento medíocre daqueles que melhoraram um pouco de vida e se bastam, pois acham que estão no lucro.
Mentalidade incutida no brasileiro devido nossa colonização católica. Ser senhor e servir.
Agora leio aqui e acolá críticas, análises e gente desentendida metendo o bedelho. Não vejo ninguém arregaçando as mangas e propondo soluções.
Nós somos o sistema!
A força das manifestações pelo aumento das passagens nos transportes públicos poderia ocorrer também pela melhoria da educação.
O povo que é o mais lesado deveria se levantar para exigir junto aos professores uma escola pública de qualidade para os seus, melhor condições de trabalho e valorização para os trabalhadores da educação.
Enquanto estiver dentro vou lutar.
Só posso dizer que: se não partir também da família, que é a primeira instituição, o incentivo de seus membros à leitura e também à formação para a cidadania vai ficar muito difícil só pra mim, que sou professora de língua portuguesa, reverter esses indicadores.

Obs. Revisores são bem vindos.

2013 in review

31 dez

The WordPress.com stats helper monkeys prepared a 2013 annual report for this blog.

Here’s an excerpt:

A New York City subway train holds 1,200 people. This blog was viewed about 7,500 times in 2013. If it were a NYC subway train, it would take about 6 trips to carry that many people.

Click here to see the complete report.

Memórias Póstumas – O filme

25 out

https://shirleicunha.files.wordpress.com/2013/10/06520-memorias2bpostumas.jpg

O livro de Machado de Assis, Memórias Póstumas de Brás Cubas, serviu de enredo para a construção do filme.

Após ter morrido, em pleno ano de 1869, Brás Cubas (ReginaldoFaria) decide por narrar sua história e revisitar os fatos mais importantes de sua vida, a fim de se distrair na eternidade. A partir de então ele relembra de amigos como Quincas Borba (Marcos Caruso), de sua displicente formação acadêmica em Portugal, dos amores de sua vida e ainda do privilégio que teve de nunca ter precisado trabalhar em sua vida.

Roteiro de análise do filme:

  1. Observe os cenários, figurinos e quadros, além, é claro, das filmagens externas. Pode-se dizer que o filme tem uma preocupação histórica? Justifique.
  2. Considere o relacionamento de Brás Cubas com cada uma dessas mulheres:

a) Marcela

b) Eugênia

c) Virgília

d) Eulália

3.  Em vários momentos do filme se ouve a frase: ” a vida é uma loteria”. Brás Cubas, durante a vida, procurou ser ganhador dessa loteria? Justifique.

4.  Brás Cubas é um herói problemático se opondo aos heróis do período anterior, o Romantismo. Ele é um homem comum. Com base no filme discuta até que ponto Brás Cubas pode ser considerado um anti-herói, levando-se em consideração:

a) sua relação com as mulheres, amor.

b) sua relação com a política, trabalho.

c) seus objetivos com o emplastro.

5.  Como se dá a relação do narrador com o telespectador? Essa relação ocorre de que maneira no livro?

6.   Pesquisem: Em que medida a obra Memórias Póstumas de Brás Cubas pode ser considerada uma obra Realista? Já que ela marca o início do período no Brasil.

3ª Cerimônia Anual de posse da AEL Luis Fernando Verissimo

16 jun

Foi com muita alegria e honra que convidada pelas professoras Magda e Zípora fui a mestre de cerimônia neste evento literário.

Encheu minha alma de satisfação ver que por meio da literatura aqueles meninos e meninas têm crescido dia após dia. Não tem gratificação maior para um professor do que o reconhecimento dos seus alunos.

A professora Sueli já tem sua vaga garantida no céu por ter construído e estar solidificando tão magnífica obra.Imagem