A evolução por meio do conhecimento

30 jul

Hoje o assunto em pauta no HPTC foi a tal evolução funcional via não acadêmica.

Como raramente algum professor faz pedido para tal, nós temos inúmeras dúvidas sobre o assunto.

Eu não sou nenhuma expert em recursos humanos, mas desde que tive que eu mesma fazer minha licença prêmio, pois a secretária da escola não estava conseguindo, eu estou aprendendo.

Acho que o mais difícil foi encontrar um texto que explicasse de uma maneira mais simples o que precisa, que documentos entregar, como fazer a contagem.

A rata de internet fuçou, fuçou e encontrou um bem didático que ficou gravado nos Meus Favoritos pra não perder mais. O site é:

http://www.amccservicos.com.br

Lá você irá encontrar não só informações sobre evolução funcional, mas sobre faltas, licenças e muito mais.

Enquanto o povo se matava refazendo os planejamentos que não estavam de acordo com a proposta curricular do Estado de São Paulo, eu me matava tentando explicar como funcionava a tal evolução funcional pela via não acadêmica a um grupo de professoras.

No entanto ainda ficaram algumas dúvidas.

Uma professora me perguntou se somente os curso de  90 a 179 horas poderiam ser aceitos e ou se podia somar os de menor carga horária até atingir as 90 horas mínimas.

Então cá estou novamente esclarecendo dúvidas. Entra em site sai de site e a resposta está num documento da Secretaria de Estado da Educação/Departamento de Recursos Humanos feito para orientar o grupo responsável por essa parte burocrática.

Vejamos o que diz a respeito:

5. No Fator Atualização, somente os cursos com carga horária de 90 a 179 horas poderão ser aceitos?

Resposta: Não.

◘  No Quadro I, da Resolução SE-21/2005, foram arrolados 10 componentes do Fator Atualização: os pontos constantes na segunda coluna se referem  a cada um dos componentes, conforme segue:

Para cada componente, com carga horária

–         de 30 a 59 horas, vale 3,0 pontos;

–         de 60 a 89 horas= 5,0 pontos;

–         de 90 a 179 horas= 7,0 pontos; e

–         de igual  ou superior a 180 horas= 9,0 pontos.

Temos que dar os créditos a quem é de direito. Eu estou aqui só como facilitadora. Na integra em: Eu recomendo

Estou gostando deste negócio de blog. Pensei que ficaria só falando da minha vida de professorinha, mas estamos enveredando para outdoor my classroom.

O plano de carreira do jeito que ela se mostra ainda não favorece muito o estímulo para o aperfeiçoamento. A retribuição financeira, mesmo sendo feita em porcentagem do salário base, é ínfima perto do que o professor gasta pra se aperfeiçoar.

Financeiramente não compensa fazer um Mestrado e continuar dando aulas no Estado.

O que tem que ser revisto é o salário base 20 h/aula 990 reais. Não tem como sustestar família com esse salário o que obriga o professor a trabalhar em outro emprego e a ter dois cargos. Sendo que a atividade de magistério por ser tão complexa deveria exigir dedicação exclusiva.

Agora me vêm com Bônus Mérito, Valorização pelo Mérito só para emgambelar os professores. Eu mesma, se não houver um aumento real por parte do governo estadual só vou ter outro aumento daqui 5 anos quando poderei concorrer novamente ao programa.

Não sou contra a gratificar os profissionais que se destacam desde que antes disso se negocie um aumento real para toda a classe.

Essa política só faz  os bons profissionais da rede se afastarem, pois acabam optando por lecionar nas universidades ou mesmo mudar de área.

Como eu já havia dito no post anterior,  evoluir  é o caminho para se chegar a perfeição. Mesmo que o Estado precise de bons profissionais, quem ao chegar a um determinado patamar de sua carreira profissional se sujeitaria a ficar amanssando burro bravo? Os desafios são outros, pelo menos espera-se que sejam.

Este ano fui procurar um desafio desses numa escola particular aqui da região dos Pimentas. “Me ferrei!”. Parecia que tinha voltado aos tempos de ACT dando aulas no Jornalista…

Os alunos que por terem muito mais oportunidades de estudar, de lar, de familia que tantos favelados não tem e que deveriam ser críticos, questionadores e ávidos pelo saber chegavam a ser piores do que aqueles desprovidos até da própria dignidade humana. Esse foi o meu erro, dizer para os os recém chegados à baixa-classe média que ao invés de se comportarem como elite eles estavam abaixo da linha da pobreza (urbana).

Foi necessário pedir as contas. É muito díficil você se submeter a algo que você não acredita, ouvir colegas de trabalho dizerem que se um aluno de nono ano chama o outro de preto, macaco isso é apenas brincadeira infantil.Um local em que os alunos batem o pé e a direção acata, por medo de perder os 100 sei lá 150 reais de mensalidade. Ouvi uma aluna de segundo ano de ensino médio dizendo que joga papel na rua porque encher a bolsa de lixo “me polpe”!

Queria um desafio intelectual lá. Uma pequena parcela de alunos correspondiam a esse padrão de excelência que eu estava esperando. A eles eu pedi desculpas por ter sido tão contundente em meu discurso aos demais ainda achei que foi pouco.

Valeu pelo convite, fiquei super empolgada e lisonjeada pela confiança e credibilidade me dados, mas num deu…

Escrevi um texto sobre o que passei e vi nos dois meses que fiquei lecionando no colégo, gostei da experiência, mas outra dessa tô fora!

Daqui pra frente só penso no Colégio Vértice, 1ª escola no ENEM 2009, se os alunosdo 3º ano pagam uma mensalidade R$2.756,00 imagina quanto ganha um professor, viche?

O sucesso da escola segundo um dos diretores  se deve à proposta pedagógica da instituição, que valoriza a “criação do hábito de estudos”. “Trabalhamos de forma que o aluno comece a estudar regularmente. Nosso aluno não é aquele que só vai tentar aprender para fazer a prova bimestral”, diz.

Outro fator que Garcia aponta como decisivo para o bom desempenho são as avaliações: “Temos avaliações semanais, bimestrais e também contam notas de seminários e projetos, além de uma nota quantitativa, que vai de 0 a 10, e uma nota qualitativa, que é a atribuição do professor para a participação do aluno”.

Caramba, é tanta avaliação que mesmo que o aluno não queira é obrigado a estudar.

Se eu fizer avaliação semanal com as minhas 15 salas quem é que depois vai dar aula?

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4 Respostas to “A evolução por meio do conhecimento”

  1. sandra 17/12/2013 às 8:03 PM #

    Olá tudo bem? tambem tenho duvidas sobre evolução funcional, entrei com o pedido para a 1 evolução e apresentei um curso que fiz na prefeitura de sao paulo e agora depois de 2 anos que pedi, recebi a noticia que o estado não aceita cursos da prefeitura, é verdade? não achei isso escrito em lugar nenhum.

    • Shirlei Cunha 17/12/2013 às 10:37 PM #

      Realmente Sandra tem já uns 5 anos que eles não aceitam os certificados emitidos da prefeitura para evolução no Estado e vice versa. Politicagem, de certo, para obrigar a investir somente em um cargo. Por essa tabela você pode perceber que são aceitos somente curso feitos pela antiga CENP. E na prefeitura de SP, eles só aceitam os assinados por órgãos da prefeitura ou sindicato.

  2. Michele Menezes 22/05/2015 às 12:05 PM #

    http://www.amccservicos.com.br – Sandra não consigo acessa este site pois ele pede senha .Pode me ajudar.

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