Educação Sexual: ainda há tabu nas escolas II ?

18 ago

Eu estou terminando o curso online da PUC Teachers Link e já aprendi muito sobre pesquisa, metodologia científica e também sobre como melhorar minhas práticas pedagógicas.

Uma coisa é certa: elaborar um projeto, pensando em todas as suas etapas, com referencial teórico, ponto de partida e de chegada faz com que percamos menos tempo com as atividades.

Eu sou meio rebelde com esse negócio de burocracia. Este é o meu jeito. Tenho uma ideia que é o rascunho do projeto, mas não coloco no papel num primeiro momento. Eu vou elaborando as atividades conforme a necessidade dos alunos e as minhas metas. É um processo criativo, como uma pintura, uma escultura que sai do campo abstrato e vai tormando forma enquanto é elaborada.

Dessa maneira está nascendo: Sexualidade também se aprende brincando.

O objetivo do projeto é esclarecer os alunos sobre as questões da sexualidade de uma maneira leve, natural, como o assunto deve ser tratado: sem tabu.

Natural, pois a sexualidade é parte constituinte do organismo. São as nossas sensações, sentimentos e emoções envolvendo a energia sexual. A libido o desejo. Como nós lidamos com essa energia intimamente ou publicamente. A compreensão do que sentimos, as manifestações organicas que alteram e interferem em nossas vida e que podem ser danosas ou construtivas para a nossa personalidade e, também, na relação com o outro.

Eu nem sabia como iria finalizar essa atividade de “tira-dúvidas”. Deveria ter relação com o que a gente tem visto na matéria. Conversando com a professora de ciências dos alunos da 7ªA a inspiração veio.

“Já sei. Vou montar um jogo de tabuleiro com as perguntas que eles fizeram.”

A partir daí o projeto foi se delineando:

  1. Apresentei a proposta para sala explicando que eles iriam criar um jogo de tabuleiro com perguntas que envolvessem as questões de sexualidade.
  2. Expliquei a eles que deveriam utilizar materiais recicláveis, de preferência. Para não poluirmos mais a natureza.
  3. Expus também que devem fazer o manual de intruções. Ensinando como jogar.
  4. Acrescentei que deveriam criar um anúncio publicitário do jogo.
  5. Pedi para que se reunissem em grupos de 4 a 5 alunos e dei as perguntas que eles fizeram e colocaram na caixa para que eles mesmo pudessem discutir e buscar respostas.

Esses procedimentos aconteceram em duas aulas.

Depois que os grupos discutiram. Pedi para que escolhessem uma das questões e comentassem com o restante da sala qual a resposta que eles acharam.

Foi melhor do que o dia do debate, pois desta vez eles se expressaram. Eles puderam conversar entre eles sem medo de se exporem e a situação deu um ar de espontaneidade porque entre eles não tinha o que sabia mais, como um professor. Assim eles ficam mais desinibidos, não têm tanto medo de dizer algo e errar.

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