Análise de leitura do livro Memórias de um sargento de milícias

21 maio
A photo of Brazilian writer Manuel Antônio de ...

A photo of Brazilian writer Manuel Antônio de Almeida (Photo credit: Wikipedia)

1. Acesse o link abaixo e com base na análise do professor responda o que se pede:

http://globotv.globo.com/globocom/g1/v/professor-do-anglo-resume-memorias-de-um-sargento-de-milicias/1013167/

a) Qual a diferença entre o romance Memórias de um sargento de milícias e os livros do Romantismo brasileiro?

2. De posse das informações obtidas por meio do link sugerido responda:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Mem%C3%B3rias_de_um_Sargento_de_Mil%C3%ADcias

a) Por que a maioria dos personagens do livro não tem nome próprios, tais como a comadre?

3. Observe a imagem abaixo que é uma lilustração de Rodrigo Rosa de um dos capítulos do livro Memórias de um sargento de milícias. A que cena do livro se referem os quadrinhos?

4. O enredo do livro Memórias de um sargento de milícias se passa no Rio de Janeiro do tempo do reinado. Mostrando o cotidiano dos personagens em seu folhetim Manuel antonio de Almeida percorre todo o centro do Rio de Janeiro. Vamos fazer uma visita a esses lugares? Vá ao google maps e identifique-os.

a) “Era no tempo do rei.
Uma das quatro esquinas que formam as ruas do Ouvidor e da Quitanda, cortando-se
mutuamente, chamava-se nesse tempo-O canto dos meirinhos-; e bem lhe assentava o nome, porque era aí o lugar de encontro favorito de todos os indivíduos dessa classe (que gozava então de não pequena consideração)…

b)“Era a comadre uma mulher baixa, excessivamente gorda, bonachona, ingênua ou tola até um
certo ponto, e finória até outro; vivia do oficio de parteira, que adotara por curiosidade, e benzia de quebranto; todos a conheciam por muito beata e pela mais desabrida papa-missas da cidade. Era a folhinha mais exata de todas as festas religiosas que aqui se faziam; sabia de cor os dias em que se dizia missa em tal ou tal igreja, como a hora e até o nome do padre; era pontual à ladainha, ao terço, à novena, ao setenário; não lhe escapava via-sacra, procissão, nem sermão; trazia o tempo habilmente distribuído e as horas combinadas, de maneira que nunca lhe aconteceu chegar à igreja e achar já a missa no altar. De madrugada começava pela missa da Lapa; apenas acabava ia à das 8 na Sé, e daí saindo pilhava ainda a das 9 em Santo Antônio…”

Como fazer: identificado o local aperte a tecla print screen e edite a imagem no Word (cole a imagem e assinale os locais indicados em negrito)

5. Ouça o podcast do link abaixo e responda:

http://vestibular.uol.com.br/revisao-de-disciplinas/literatura/entenda-a-picaretagem-em-memorias-de-um-sargento-de-milicias-ouca-podcast.jhtm

Que crítica Manuel Antonio de Almeida insere no livro?

6.  Sobre Manuel Antonio de Almeida com base em sua biografia complete a tabela com os dados que se pede para tal acesse o link http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/manuel-antonio-de-almeida/manuel-antonio-de-almeida.php

nome completo
data de nascimento
local de nascimento
data de falecimento
profissão
graduado em
obras
pseudônimo

1. Essa obra é, dos seus primeiros livros, o que mais possui o ar de modernidade a que se referiu Barreto Filho, “deslocando o interesse do acontecimento objetivo para o estudo dos caracteres”, na linha portanto do romance psicológico a que se entregaria definitivamente, rompendo com a tendência ao romanesco tão em voga. (Adaptado de: COUTINHO, Afrânio. Estudo Crítico. p. 26.)7.Memórias de um sargento de milícias, de Manuel Antônio de Almeida, tem merecido atenção dos críticos literários há bem mais de um século. Identifique, entre os trechos de críticas literárias a seguir, quais se referem a essa obra.

2. Essa obra difere da maioria dos romances românticos, pois apresenta uma série de procedimentos que fogem ao padrão da prosa romântica. O protagonista não é herói nem vilão, mas um malandro simpático que leva uma vida de pessoa comum; não há idealização da mulher, da natureza ou do amor, sendo reais as situações retratadas; a linguagem se aproxima da jornalística, deixando de lado a excessiva metaforização que caracteriza a prosa romântica. (Adaptado de: CEREJA, William Roberto; MAGALHÃES, Thereza Cochar. Português Linguagens, vol II, p. 182.)

3. […] o distanciamento cronológico dessa obra é de poucos anos, o que autoriza classificá-la antes de novela de memórias que histórica. Donde o argumento, que o escritor ouviu de um colega do “Correio Mercantil”, de ostentar características de documento de uma fase histórica do Rio de Janeiro, porventura ainda vigente na altura em que a narrativa foi elaborada. Desse teor documental nasce o realismo que perpassa […] toda a obra: um realismo instintivo, quase de reportagem social, a que faltam apenas arquitraves científicas para se transformar no Realismo ortodoxo da segunda metade do século XIX. (Adaptado de: MOISÉS, Massaud, A literatura brasileira através dos textos. p. 173.)

4. É supérfluo encarecer o valor documental da obra. A crítica sociológica já o fez com a devida minúcia. Essa obra nos dá, na verdade, um corte sincrônico da vida familiar brasileira nos meios urbanos em uma fase em que já se esboçava uma estrutura não mais puramente colonial, mas ainda longe do quadro industrial-burguês. E, como o autor conviveu de fato com o povo, o espelhamento foi distorcido apenas pelo ângulo da comicidade. Que é, de longa data, o viés pelo qual o artista vê o típico, e sobretudo o típico popular. (Adaptado de: BOSI, Alfredo. História concisa da literatura brasileira. p. 134.)

Referem-se à obra Memórias de um sargento de milícias os trechos:

A)1, 2 e 3 apenas.

B)2 e 4 apenas.

C)1 e 4 apenas.

D)2, 3 e 4 apenas.

E)1, 2, 3 e 4.

8. Leia o trecho transcrito de Memórias de um sargento de milícias, de Manuel Antônio de Almeida para responder ao teste.
“Enquanto a comadre dispunha seu plano de ataque contra José Manuel, Leonardo ardia em ciúmes, em raiva, e nada havia que o consolasse em seu desespero, nem mesmo as promessas de bom resultado que lhe faziam o padrinho e a madrinha. O pobre rapaz via sempre diante de si a detestável figura de seu rival a desconcertar-lhe todos os planos, a desvanecer-lhe todas as esperanças. Nas horas de sossego entregava-se às vezes à construção imaginária de magníficos castelos, castelos de nuvens, é verdade, porém que lhe pareciam por instantes os mais sólidos do mundo; de repente surdia-lhe de um canto o terrível José Manuel com as bochechas inchadas; e soprando sobre a construção, a arrasava num volver d’olhos.”
Assinale a alternativa incorreta a respeito do trecho transcrito:
a) A cena pode ser considerada como mais um dos exemplos de mobilização que Leonardo provoca em seus protetores, os quais se dedicam continuamente a resolver os problemas do herói.
b) Diferentemente de outras passagens, Leonardo comporta-se como um herói romântico que se desestabiliza emocionalmente ao pensar no seu rival.
c) Os sonhos fantasiosos e apaixonados de Leonardo indicam o caráter complexo do herói, pois, ainda que seja malandro, conserva a sensibilidade romântica, quando se trata da disputa pela mulher amada.
d) O humor presente no trecho advém sobretudo do comportamento sentimental exagerado de Leonardo em contraste com o tom de deboche do narrador.
e) O temor por José Manuel manifesta-se inclusive por meio dos sonhos de Leonardo que, por estar apaixonado, revela-se frágil, vulnerável.

9.O trecho abaixo pertence ao capítulo XXII (“Empenhos”), de Memórias de um Sargento de Milícias.

“Isto tudo vem para dizermos que Maria-Regalada tinha um verdadeiro amor ao Major Vidigal; o Major pagava-lho na mesma moeda. Ora, D. Maria era uma das camaradas mais do coração de Maria Regalada. Eis aí porque falando dela D. Maria e a comadre se mostraram tão esperançadas a respeito da sorte do Leonardo.
Já naquele tempo (e dizem que é defeito do nosso) o empenho, o compadresco, era uma mola real de todo o movimento social.”

(Manuel Antonio de Almeida, Memórias de um Sargento de Milícias. Mamede Mustafá Jarouche (org.). Cotia: Ateliê Editorial, 2000, p.319.)
a)  Explique o “defeito” a que o narrador se refere.
b)  Relacione o “defeito” com esse episódio, que envolveu o Major Vidigal e as três mulheres.

Mandem suas resposta em arquivo de texto para o e-mail fessorinhashi@hotmail.com

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Uma resposta to “Análise de leitura do livro Memórias de um sargento de milícias”

  1. Shirlei Cunha 28/05/2012 às 2:30 AM #

    Mandem as respostas para o e-mail fessorinhashi@hotmail.com

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