Computers on the table: ensinar inglês numa escola pública

15 abr

Para quem, como eu, se questiona se na prática aquelas mirabolantes teorias maquinadas dentro das universidades realmente funcionam, escrever esta monografia veio para reforçar a resposta que tive: depende.

Quando o assunto é Educação estamos lhe dando com uma estrutura extremamente complexa. São diversos os elementos que combinados implicam no sucesso ou insucesso das teorias quando aplicadas às práticas pedagógicas. Essas práticas que na maioria dos casos deveriam vir atreladas à vivência, ao cotidiano dos alunos em suas relações sociais.

 A informática, as mídias digitais e os recursos tecnológicos em geral têm modificado sobremaneira o modo como essas relações são estabelecidas. Eu que sempre fui fascinada pelo assunto não poderia deixar de explorá-lo, pois da mesma maneira que sinto prazer em utilizá-los sei podem contribuir para a melhoria do meu trabalho pedagógico.

O computador, por exemplo, por sua versatilidade contém recursos com aplicabilidade em diversas áreas do conhecimento e eu observo que apesar da uma sala de informática ser mantida na escola em que eu trabalho poucos professores fazem utilização dela.

A princípio quando ingressei no curso pensei se tratar de mais um curso EAD e durante os primeiros módulos tudo correu tranquilamente.

Certa manhã, uma professora que também fazia este curso me disse que ao final uma monografia teria que ser entregue e que nos apresentaríamos para uma banca na USP. Enquanto ela me esclarecia sobre os trâmites burocráticos uma leve gota de suor escorria por minhas têmporas.

Aí a coisa começou a ficar séria!

Como base para escrever a monografia utilizei um pré-projeto que havia escrito num curso de extensão da PUC – Teacher’s Link. Como esse é quarto trabalho acadêmico que redijo não me senti tão apavorada, mas fiquei imaginando o quanto devem ter sofrido aqueles professores que nunca haviam elaborado um trabalho acadêmico sequer na vida, pois requer do profissional uma mudança de postura. Saímos do sendo comum para enxergarmos nossa realidade com um olhar científico o de pesquisador.

A reta final foi a mais puxada.

 Eu que acumulo cargo no Estado e na Prefeitura de São Paulo tive que utilizar de todos os recursos disponíveis para poder ter um dia inteiro livre para me dedicar e escrever. Dei meu sangue literalmente por esse trabalho (doei).

Em contrapartida, as recompensas são gratificantes.

Além de ter sido orientada por uma excelente profissional com a qual aprendi muito, estou habilitada para ajudar outros professores a utilizarem os recursos midiáticos nas aulas deles. E o mais importante é saber que o que estudei e pesquisei não vai ficar restrito a mim e aos meus alunos, mas que esse trabalho vem contribuir também para melhoria da qualidade de ensino da minha escola e da minha comunidade.

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