Reforma tributária de Guedes quer ganhar mais imposto sobre o livro do que o autor pelos direitos autorais

117647913_1459376870939484_8613380073280643958_nConhecimento é poder.
Sabemos, e sou prova disto, de que quanto mais aprendo mais consigo me libertar dos mecanismos de opressão, menos medo eu tenho e mais empoderada eu me torno.

O conhecimento é poder e libertação. É por meio dele que temos a capacidade de questionar o que está em nossa volta, relacionar fatos, fazer conexões a partir de conceitos morais, científicos, filosóficos e compreender que o nosso agir no mundo apesar de condicionado passamos a nos desvencilhar desse condicionamento.
Queremos um país forte, uma economia sustentável e diminuir a desigualdade: investimento em educação.

O conhecimento liberta e sabendo disto o acesso a esse conhecimento sempre foi restrito a um grupo.

Livros copiados com veneno, saber que só é passado oralmente para um iniciado escolhido, livros presos em torres. Bibliotecas queimadas.

Hoje com a democratização da internet o conhecimento, apesar de ainda ser restrito por questões de classe econômica, está muito mais acessível. E como é a classe econômica que o capitalismo criou para distinguir quem pode de quem não pode, lá vem o ministro da economia taxar com impostos os livros, porque eles já não são suficientemente caros e obviamente entre comer e livros a maioria da população escolhe sobreviver.


O brasileiro lê pouco, fato de uma herança cultural racista e elitizada, mas isso tem sido revertido pela educação e pelo aumento de renda da população brasileira.
Entre 2011 e 2015, a porcentagem de brasileiros que consome livros passou de 50% para 56%, o que representa 104,7 milhões de pessoas. A média anual de livros lidos por habitante subiu de 4 para 4,96.Passos lentos, mas vamos estamos avançado. Então o senhor ministro da economia resolve taxar os livros porque segundo ele só gente com “grana é quem consome”.

Segundo a Agência Senado para o ministro da Economia, Paulo Guedes, a isenção dos livros beneficia quem poderia pagar mais impostos. Ele disse que o governo poderia aumentar o valor do Bolsa Família, para compensar o fim da isenção, ou mesmo pensar em um programa de doação de livros. Segundo Guedes, os mais pobres, “num primeiro momento, quando fizeram o auxílio emergencial, estavam mais preocupados em sobreviver do que em frequentar as livrarias que nós frequentamos”.

A sorte que há grande resistência do senado à proposta. O senador Carlos Viana (PSD-MG) reconhece que os desafios da reforma tributária são muitos. Ele aponta que é importante diminuir os impostos sobre os mais pobres, mas faz a ressalva de que ninguém quer o aumento da carga tributária.

Segundo o senado Jean Paul (PT-RN),  presidente da comissão da Frente Parlamentar Mista em Defesa do Livro, a média em direitos autorais pagos a um escritor é de 10% do valor do livro. “O governo Bolsonaro quer embolsar 12%, ou seja, quer ganhar mais do que o autor”, registrou o senador, para quem a proposta do governo nem pode ser chamada de reforma. Ele ainda lamenta o fato de a reforma tributária do governo tributar livros em 12% e cobrar apenas 5,9% de bancos, financeiras e planos de saúde.

Enquanto isso, jatinhos, helicópteros e grandes fortunas seguem isentos para alavancar as vendas dos “meus amigos empresários”. 

Precismos ficar de olho, porque sabemos que nunca na história deste país  qualquer tipo de política pública “deu” nada para o povo sem que a contrapartida empresarial tenha sido 2 ou 3 vezes maior.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s