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Memórias Póstumas – O filme

25 out

https://shirleicunha.files.wordpress.com/2013/10/06520-memorias2bpostumas.jpg

O livro de Machado de Assis, Memórias Póstumas de Brás Cubas, serviu de enredo para a construção do filme.

Após ter morrido, em pleno ano de 1869, Brás Cubas (ReginaldoFaria) decide por narrar sua história e revisitar os fatos mais importantes de sua vida, a fim de se distrair na eternidade. A partir de então ele relembra de amigos como Quincas Borba (Marcos Caruso), de sua displicente formação acadêmica em Portugal, dos amores de sua vida e ainda do privilégio que teve de nunca ter precisado trabalhar em sua vida.

Roteiro de análise do filme:

  1. Observe os cenários, figurinos e quadros, além, é claro, das filmagens externas. Pode-se dizer que o filme tem uma preocupação histórica? Justifique.
  2. Considere o relacionamento de Brás Cubas com cada uma dessas mulheres:

a) Marcela

b) Eugênia

c) Virgília

d) Eulália

3.  Em vários momentos do filme se ouve a frase: ” a vida é uma loteria”. Brás Cubas, durante a vida, procurou ser ganhador dessa loteria? Justifique.

4.  Brás Cubas é um herói problemático se opondo aos heróis do período anterior, o Romantismo. Ele é um homem comum. Com base no filme discuta até que ponto Brás Cubas pode ser considerado um anti-herói, levando-se em consideração:

a) sua relação com as mulheres, amor.

b) sua relação com a política, trabalho.

c) seus objetivos com o emplastro.

5.  Como se dá a relação do narrador com o telespectador? Essa relação ocorre de que maneira no livro?

6.   Pesquisem: Em que medida a obra Memórias Póstumas de Brás Cubas pode ser considerada uma obra Realista? Já que ela marca o início do período no Brasil.

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O Cortiço–Análise de leitura

22 out
Português: O escritor brasileiro Aluísio Azeve...

Português: O escritor brasileiro Aluísio Azevedo (1857-1913) (Photo credit: Wikipedia)

Instruções:

  • Copie as questões em um processador de texto ex. WORD
  • Responda as questões em sua sequência
  • Salve o texto com se primeiro nome, número  e série, como no exemplo: shirlei_35_2F_trabalho
  • Envie o documento para o emai: fessorinhashi@hotmail.com
  • download do livro: O Cortiço-Aluísio Azevedo (clique na imagem)
  • Data limite: 26/11/2012

1. O Naturalismo desenvolveu-se paralelamente ao movimento Realista, sendo uma espécie de Realismo que carregado nas tintas. Nem por isso deixou de dar origem a obras de grande valor, apesar de – no Brasil – primar pela mediocridade.
Influenciado pelo desenvolvimento das ideias científicas na época, especialmente na área das ciências biológicas e sociais, o Naturalismo tentava explicar de forma materialista ou científica os fenômenos da vida e do comportamento humano.

As obras naturalistas são também chamadas de romances de tese: apresentam um ponto de vista e tentam demonstrá-lo através dos fatos narrados. Em geral, focalizam o lado patológico dos indivíduos ou da sociedade, ou seja, as piores situações sociais, as taras humanas, vistas como consequências da hereditariedade, de doenças, vícios, má formação do caráter e das relações sociais.

A caracterização das personagens de O cortiço é feita de forma detalhada e caricatural, com o recurso do expressionismo. Botelho, por exemplo, é
comparado a um abutre. É importante lembrar que o protagonista da obra é o próprio cortiço e a antagonista,a miséria.

No livro O Cortiço temos um belo exemplo de obra naturalista abordando os mais diversos tipos humanos. Cite os personagens que representam

Homossexualismo
Burguesia
Prostituição
Adultério
Ambição

2. Leia o seguinte comentário a respeito de O Cortiço, de Aluísio Azevedo:
“Com efeito, o que há n’ O Cortiço são formas primitivas de amealhamento*, a partir de muito pouco ou quase nada, exigindo uma espécie de rigoroso ascetismo inicial e a aceitação de modalidades diretas e brutais de exploração, incluindo o furto (…) como forma de ganho e a transformação da mulher escrava em companheiramáquina.(…) Aluísio foi, salvo erro meu, o primeiro dos nossos romancistas a descrever minuciosamente o mecanismo de formação da riqueza individual. (…) N’ O Cortiço [o dinheiro] se torna implicitamente objeto central da narrativa, cujo ritmo acaba se ajustando ao ritmo da sua acumulação, tomada pela primeira vez no Brasil como eixo da composição ficcional.
(Antonio Candido, De cortiço a cortiço. In: O discurso e a cidade. São Paulo: Duas Cidades, 1993, p. 129-3.)
*amealhar: acumular (riqueza), juntar (dinheiro) aos poucos
a) Explique a que se referem  as modalidades diretas e brutais de exploração que  a personagem emprega emprega.
b) Identifique a “mulher escrava” e o modo como se dá sua transformação “em companheira-máquina”.

3. Assista ao video e responda o que se pede.

Análise literária O Cortiço–Aluísio Azevedo

Que diferenças são destacadas entre os personagens do Romantismo e do Naturalismo?

4.Zoomorfismo
Do ponto de vista mais genérico e amplo, as personagens do romance são designadas como animal ou besta; afinal, suas existências se resumem a “comer,
dormir e procriar”. O gosto naturalista pela fisiologia acentua esta concepção da vida, limitada ao sexo e à nutrição, sem espaço para as atividades do espírito. São formas de tratamento que indiciam a irracionalidade da espécie humana, reduzida que é aos instintos. Como forças brutas, só podiam servir para a exploração. Retire do livro dois  excertos  ilustram tal procedimento.

5. O espaço em que se constrói a hospedaria popular de João Romão se situa no bairro de Botafogo e, aparentemente, Azevedo idealizou um cortiço um pouco mais espaçoso do que os que são vistos em fotos e gravuras da época. No entanto, os locais sitados descrevem perfeitamente a estrutura da sociedade brasileira do século XIX.

Identifique  no google maps os espaços percorridos por Jerônimo após a emboscada a Firmo.

“Chovia agora muito forte. Só pararam no Catete, ao pé de um quiosque; estavam encharcados; pediram parati e beberam como quem bebe água. Passava já de onze horas.
Desceram pela Praia da Lapa*; ao chegarem debaixo de um lampião, Jerônimo parou suando apesar do aguaceiro que cala.
— Aqui têm vocês, disse, tirando do bolso as quatro notas de vinte mil-réis. Duas para cada um! E agora vamos tomar qualquer coisa quente em lugar seco.
— Ali há um botequim, indicou o Pataca, apontando a Rua da Glória.
Subiram por uma das escadinhas que ligam essa rua à praia, e daí a pouco instalavam-se em volta de uma mesa de ferro. Pediram de comer e de beber e puseram-se a conversar em voz soturna, muito cansados.
A uma hora da madrugada o dono do café pô-los fora. Felizmente chovia menos. Os três tomaram de novo a direção de Botafogo; em caminho Jerônimo perguntou ao Pataca se ainda tinha consigo a navalha do Firmo e pediu-lha, ao que o companheiro cedeu sem objeção.”

*atual Aterro do Flamengo

6.“Noventa e cinco casinhas comportou a imensa estalagem.
Prontas, João Romão mandou levantar na frente, nas vinte braças que separavam a venda do sobrado do Miranda, um grosso muro de dez palmos de altura, coroado de cacos de vidro e fundos de garrafa, e com um grande portão no centro, onde se dependurou uma lanterna de vidraças vermelhas, por cima de uma tabuleta amarela, em que se lia o seguinte, escrito a tinta encarnada e sem ortografia: ‘Estalagem de São Romão. Alugam-se casinhas e tinas para lavadeiras’. As casinhas eram alugadas por mês e as tinas por dias: tudo pago adiantado. O preço de cada tina, metendo a água, quinhentos réis, sabão à parte. As moradoras do cortiço tinham preferência e não pagavam nada para lavar.
Graças à abundância de água que lá havia, como em nenhuma outra parte, e graças ao muito espaço de que se dispunha no cortiço para estender a roupa, a
concorrência às tinas não se fez esperar; acudiram lavadeiras de todos os pontos da cidade, entre elas algumas vindas de bem longe. E, mal vagava uma das casinhas, ou um quarto, um canto onde coubesse um colchão, surgia uma nuvem de pretendentes a disputá-los.
E aquilo se foi constituindo numa grande lavanderia, agitada e barulhenta, com as suas cercas de varas, as suas hortaliças verdejantes e os seus jardinzinhos de três e quatro palmos, que apareciam como manchas alegres por entre a negrura das limosas tinas transbordantes e o revérbero das barracas de algodão cru, armadas sobre os lustrosos bancos de lavar. E os gotejantes jiraus, cobertos de roupa molhada, cintilavam ao sol, que nem lagos de metal branco. E naquela terra encharcada e fumegante, naquela umidade quente e lodosa, começou a minhocar, a esfervilhar, a crescer, um mundo, uma coisa viva, que parecia brotar espontânea, ali mesmo, daquele lameiro, e multiplicar-se como larvas no esterco.”(Aluísio Azevedo. O cortiço, cap. I.)

Em seu livro Mimesis (Perspectiva, São Paulo, 1973), o crítico Eric Auerbach analisa a obra de Émile Zola e levanta os seguintes traços fundamentais para a caracterização de um texto naturalista:
1) pintura literária do puramente sensível;
2) apresentação verdadeira da sociedade;
3) imagem do trabalho popular;
4) quadro típico da classe operária da época;
5) luta entre o capital e a classe trabalhadora;
6) convite a uma reforma social;
7) estilo baixo usado com seriedade;
8) renúncia ao belo agradável;
9) sugestão sensível do feio e do repulsivo;
10) objetividade do relato;
11) visão desconsoladora do homem infeliz;
12) ênfase no embrutecimento da vida;
13) compromisso com a verdade tirânica, ingrata;
14) exagero e simplificação brutal;
15) psicologia materialista.
Selecione, no excerto de O Cortiço, passagens que ilustrem os traços 3, 4, 12 e 13, sublinhando palavras ou expressões que possam confirmá-los.

7.

Jerônimo bebeu um bom trago de parati, mudou de roupa e deitou-se na cama de Rita. – Vem pra cá… disse, um pouco rouco.
– Espera! espera! O café está quase pronto!
E ela só foi ter com ele, levando-lhe a chávena fumegante da perfumosa bebida que tinha sido a mensageira dos seus amores (…)
Depois, atirou fora a saia e, só de camisa, lançou-se contra o seu amado, num frenesi de desejo doído.
Jerônimo, ao senti-la inteira nos seus braços; ao sentir na sua pele a carne quente daquela brasileira; ao sentir inundar-se o rosto e as espáduas, num eflúvio de baunilha e cumaru, a onda negra e fria da cabeleira da mulata; ao sentir esmagarem-se no seu largo e peludo colo de cavouqueiro os dois globos túmidos e macios, e nas suas coxas as coxas dela; sua alma derreteu-se, fervendo e borbulhando como um metal ao fogo, e saiu-lhe pela boca, pelos olhos, por todos os poros do corpo, escandescente, em brasa, queimando-lhe as próprias carnes e arrancando-lhe gemidos surdos, soluços irreprimíveis, que lhe sacudiam os membros, fibra por fibra, numa agonia extrema, sobrenatural, uma agonia de anjos violentados por diabos, entre a vermelhidão cruenta das labaredas do inferno.
Pode-se afirmar que o enlace amoroso entre Jerônimo e Rita, próprio à visão naturalista, consiste
A) na condenação do sexo e conseqüente reafirmação dos preceitos morais.
B) na apresentação dos instintos contidos, sem exploração da plena sexualidade.
C) na apresentação do amor idealizado e revestido de certo erotismo.
D) na descrição do ser humano sob a ótica do erótico e animalesco.
E) na concepção de sexo como prática humana nobre e sublime.

8.

Considere o seguinte excerto de O cortiço, de Aluísio Azevedo, e responda ao que se pede. (…) desde que Jerônimo propendeu para ela, fascinando-a com a sua tranquila seriedade de animal bom e forte, o sangue da mestiça reclamou os seus direitos de apuração, e Rita preferiu no europeu o macho de raça superior. O cavouqueiro, pelo seu lado, cedendo às imposições mesológicas, enfarava a esposa, sua congênere, e queria a mulata, porque a mulata era o prazer, a volúpia, era o fruto dourado e acre destes sertões americanos, onde a alma de Jerônimo aprendeu lascívias de macaco e onde seu corpo porejou o cheiro sensual dos bodes. Tendo em vista as orientações doutrinárias que predominam na composição de O cortiço, identifique e explique aquela que se manifesta no trecho a e a que se manifesta no trecho b, a seguir:

Acesse este link sobre as teorias científicas em que os Realistas e Naturalistas se embasavam. Leia aqui

a) “o sangue da mestiça reclamou os seus direitos de apuração”.

b) “cedendo às imposições mesológicas”.

CAPA SEGUNDO ABNT

14 jun

SHIRLEI ALEXANDRA DA CUNHA (NOME DO ALUNO- FONTE 12)

N. SÉRIE


ANÁLISE DE LEITURA DO LIVRO MEMÓRIAS DE UM SARGENTO DE MILÍCIAS DE MANUEL ANTÔNIO DE ALMEIDA

(TÍTULO DO TRABALHO- FONTE 14)


E.E PROF.ª MARIA APARECIDA RODRIGUES (NOME DA INSTITUIÇÃO)

GUARULHOS – SP (LOCAL)

06/2012 (DATA)


Análise de leitura do livro Memórias de um sargento de milícias

21 maio
A photo of Brazilian writer Manuel Antônio de ...

A photo of Brazilian writer Manuel Antônio de Almeida (Photo credit: Wikipedia)

1. Acesse o link abaixo e com base na análise do professor responda o que se pede:

http://globotv.globo.com/globocom/g1/v/professor-do-anglo-resume-memorias-de-um-sargento-de-milicias/1013167/

a) Qual a diferença entre o romance Memórias de um sargento de milícias e os livros do Romantismo brasileiro?

2. De posse das informações obtidas por meio do link sugerido responda:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Mem%C3%B3rias_de_um_Sargento_de_Mil%C3%ADcias

a) Por que a maioria dos personagens do livro não tem nome próprios, tais como a comadre?

3. Observe a imagem abaixo que é uma lilustração de Rodrigo Rosa de um dos capítulos do livro Memórias de um sargento de milícias. A que cena do livro se referem os quadrinhos?

4. O enredo do livro Memórias de um sargento de milícias se passa no Rio de Janeiro do tempo do reinado. Mostrando o cotidiano dos personagens em seu folhetim Manuel antonio de Almeida percorre todo o centro do Rio de Janeiro. Vamos fazer uma visita a esses lugares? Vá ao google maps e identifique-os.

a) “Era no tempo do rei.
Uma das quatro esquinas que formam as ruas do Ouvidor e da Quitanda, cortando-se
mutuamente, chamava-se nesse tempo-O canto dos meirinhos-; e bem lhe assentava o nome, porque era aí o lugar de encontro favorito de todos os indivíduos dessa classe (que gozava então de não pequena consideração)…

b)“Era a comadre uma mulher baixa, excessivamente gorda, bonachona, ingênua ou tola até um
certo ponto, e finória até outro; vivia do oficio de parteira, que adotara por curiosidade, e benzia de quebranto; todos a conheciam por muito beata e pela mais desabrida papa-missas da cidade. Era a folhinha mais exata de todas as festas religiosas que aqui se faziam; sabia de cor os dias em que se dizia missa em tal ou tal igreja, como a hora e até o nome do padre; era pontual à ladainha, ao terço, à novena, ao setenário; não lhe escapava via-sacra, procissão, nem sermão; trazia o tempo habilmente distribuído e as horas combinadas, de maneira que nunca lhe aconteceu chegar à igreja e achar já a missa no altar. De madrugada começava pela missa da Lapa; apenas acabava ia à das 8 na Sé, e daí saindo pilhava ainda a das 9 em Santo Antônio…”

Como fazer: identificado o local aperte a tecla print screen e edite a imagem no Word (cole a imagem e assinale os locais indicados em negrito)

5. Ouça o podcast do link abaixo e responda:

http://vestibular.uol.com.br/revisao-de-disciplinas/literatura/entenda-a-picaretagem-em-memorias-de-um-sargento-de-milicias-ouca-podcast.jhtm

Que crítica Manuel Antonio de Almeida insere no livro?

6.  Sobre Manuel Antonio de Almeida com base em sua biografia complete a tabela com os dados que se pede para tal acesse o link http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/manuel-antonio-de-almeida/manuel-antonio-de-almeida.php

nome completo
data de nascimento
local de nascimento
data de falecimento
profissão
graduado em
obras
pseudônimo

1. Essa obra é, dos seus primeiros livros, o que mais possui o ar de modernidade a que se referiu Barreto Filho, “deslocando o interesse do acontecimento objetivo para o estudo dos caracteres”, na linha portanto do romance psicológico a que se entregaria definitivamente, rompendo com a tendência ao romanesco tão em voga. (Adaptado de: COUTINHO, Afrânio. Estudo Crítico. p. 26.)7.Memórias de um sargento de milícias, de Manuel Antônio de Almeida, tem merecido atenção dos críticos literários há bem mais de um século. Identifique, entre os trechos de críticas literárias a seguir, quais se referem a essa obra.

2. Essa obra difere da maioria dos romances românticos, pois apresenta uma série de procedimentos que fogem ao padrão da prosa romântica. O protagonista não é herói nem vilão, mas um malandro simpático que leva uma vida de pessoa comum; não há idealização da mulher, da natureza ou do amor, sendo reais as situações retratadas; a linguagem se aproxima da jornalística, deixando de lado a excessiva metaforização que caracteriza a prosa romântica. (Adaptado de: CEREJA, William Roberto; MAGALHÃES, Thereza Cochar. Português Linguagens, vol II, p. 182.)

3. […] o distanciamento cronológico dessa obra é de poucos anos, o que autoriza classificá-la antes de novela de memórias que histórica. Donde o argumento, que o escritor ouviu de um colega do “Correio Mercantil”, de ostentar características de documento de uma fase histórica do Rio de Janeiro, porventura ainda vigente na altura em que a narrativa foi elaborada. Desse teor documental nasce o realismo que perpassa […] toda a obra: um realismo instintivo, quase de reportagem social, a que faltam apenas arquitraves científicas para se transformar no Realismo ortodoxo da segunda metade do século XIX. (Adaptado de: MOISÉS, Massaud, A literatura brasileira através dos textos. p. 173.)

4. É supérfluo encarecer o valor documental da obra. A crítica sociológica já o fez com a devida minúcia. Essa obra nos dá, na verdade, um corte sincrônico da vida familiar brasileira nos meios urbanos em uma fase em que já se esboçava uma estrutura não mais puramente colonial, mas ainda longe do quadro industrial-burguês. E, como o autor conviveu de fato com o povo, o espelhamento foi distorcido apenas pelo ângulo da comicidade. Que é, de longa data, o viés pelo qual o artista vê o típico, e sobretudo o típico popular. (Adaptado de: BOSI, Alfredo. História concisa da literatura brasileira. p. 134.)

Referem-se à obra Memórias de um sargento de milícias os trechos:

A)1, 2 e 3 apenas.

B)2 e 4 apenas.

C)1 e 4 apenas.

D)2, 3 e 4 apenas.

E)1, 2, 3 e 4.

8. Leia o trecho transcrito de Memórias de um sargento de milícias, de Manuel Antônio de Almeida para responder ao teste.
“Enquanto a comadre dispunha seu plano de ataque contra José Manuel, Leonardo ardia em ciúmes, em raiva, e nada havia que o consolasse em seu desespero, nem mesmo as promessas de bom resultado que lhe faziam o padrinho e a madrinha. O pobre rapaz via sempre diante de si a detestável figura de seu rival a desconcertar-lhe todos os planos, a desvanecer-lhe todas as esperanças. Nas horas de sossego entregava-se às vezes à construção imaginária de magníficos castelos, castelos de nuvens, é verdade, porém que lhe pareciam por instantes os mais sólidos do mundo; de repente surdia-lhe de um canto o terrível José Manuel com as bochechas inchadas; e soprando sobre a construção, a arrasava num volver d’olhos.”
Assinale a alternativa incorreta a respeito do trecho transcrito:
a) A cena pode ser considerada como mais um dos exemplos de mobilização que Leonardo provoca em seus protetores, os quais se dedicam continuamente a resolver os problemas do herói.
b) Diferentemente de outras passagens, Leonardo comporta-se como um herói romântico que se desestabiliza emocionalmente ao pensar no seu rival.
c) Os sonhos fantasiosos e apaixonados de Leonardo indicam o caráter complexo do herói, pois, ainda que seja malandro, conserva a sensibilidade romântica, quando se trata da disputa pela mulher amada.
d) O humor presente no trecho advém sobretudo do comportamento sentimental exagerado de Leonardo em contraste com o tom de deboche do narrador.
e) O temor por José Manuel manifesta-se inclusive por meio dos sonhos de Leonardo que, por estar apaixonado, revela-se frágil, vulnerável.

9.O trecho abaixo pertence ao capítulo XXII (“Empenhos”), de Memórias de um Sargento de Milícias.

“Isto tudo vem para dizermos que Maria-Regalada tinha um verdadeiro amor ao Major Vidigal; o Major pagava-lho na mesma moeda. Ora, D. Maria era uma das camaradas mais do coração de Maria Regalada. Eis aí porque falando dela D. Maria e a comadre se mostraram tão esperançadas a respeito da sorte do Leonardo.
Já naquele tempo (e dizem que é defeito do nosso) o empenho, o compadresco, era uma mola real de todo o movimento social.”

(Manuel Antonio de Almeida, Memórias de um Sargento de Milícias. Mamede Mustafá Jarouche (org.). Cotia: Ateliê Editorial, 2000, p.319.)
a)  Explique o “defeito” a que o narrador se refere.
b)  Relacione o “defeito” com esse episódio, que envolveu o Major Vidigal e as três mulheres.

Mandem suas resposta em arquivo de texto para o e-mail fessorinhashi@hotmail.com

Wikis e seu uso pedagógico

14 jul

Depois de um tempinho de reclusão estou de volta  ao blog com duas novidades:

  1. A EMEF Abrão de Moraes irá fundar dia 29/09 sua Academial estudantil de letras Luis Fernando Verissimo.
  2. A partir de 18/07 começo oficilamente a me dedicar ao ensino de português para estrangeiros.

Estou tentando entrar em contato com o escritor Luis Fernando Verissimo para comunicá-lo sobre o evento, mas achar uma pista sequer para falar com ele está osso, rs. Tenho certeza que vai aparecer uma luz e ele virá receber a homenagem pessoalmente.

A Ael tem sido o melhor trabalho que tenho feito na EMEF. Trabalhar a leitura é trabalhar a libertação do homem. Dentro da escola há diamantes verdadeiros  entre vários falsos brilhantes e estou eu lá agora com a professora Magda num trabalho de garimpeiro. Seguro em cofre 20 alunos que não podem se perder.

Para o segundo semestre é focar o dia de fundação.

Apesar de ainda ter gente incrédula e desconfiando da minha capacidade (porque eu sou meio porralouca)  e da realização do projeto dentro da escola tenho percebido que cada vez mais os alunos estão melhorando na sua postura enquanto seres humanos,  a compreensão de texto e a expressão e leitura oral.

Dei uma aula sobre conotação e denotação e utilizei a música Dois Rios-Skank. Lá fui eu com meu violão…

Teve uma professora que ironicamente perguntou: “vai ensinar, o quê?” “será que eles aprendem?”… Tem gente que substima a capacidade dos bichinhos, ochê!

Foi mamão com açúcar. tsc tsc tsc

Sobre o ensino de português como língua estrangeira temos muito ainda que falar a esse respeito aqui no blog. A área é recente, há poucas pesquisas a respeito e a demanda por profissionais tem crescido absurdamente nos últimos anos. Principalmente agora que temos no Brasil mais de 10.000 empregados vindos do exterior trabalhando para suprir a mão de obra qualificada de alto padrão: engenheiros em sua maioria.

Eles vêm para ficar curtos períodos, às vezes, trazem a família e precisam se virar no cotidiano. Treinam funcionários, pegam suas malas e voltam para seus países de origem.

Eu me enveredei para esse campo este ano e tenho um aluno americano. Agora vou me firmar nesta área que tende a ser muito promissora: copa, olimpíadas…

Há poucas universidades dentro do país que trabalham com esse tema as principais são: Universidade de Brasília, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, PUC-RJ. Existem outras, mas as pesquisas estão concentradas nestas citadas. Aqui em São Paulo, mesmo, não tem nada a respeito, nem pós, nem extensão, somente algumas disciplinas em cursos de graduação ou pós como eu encontrei na USP, por exemplo.

A partir da semana que vem vou fazer parte da equipe de professores da Companhia de Idiomas e já iniciei um curso EAD pela Somática Educar para formação de professores de português como língua estrangeira. Tenho lido vários textos a respeito, mas é sempre bom fazer algo específico. Quer crescer como profissional? Então, ESTUDE, RECICLE-SE, RENOVE-SE, INOVE!

Tem uma música que diz: QUEM TÁ PARADO É ………… lesado………vou mudar aqui porque em tempos de homofobia vão dizer por aí que sou homofóbica.  A questão é que não se pode parar, pedras que rolam não criam limbo.

Ah, e falando em pedras  hoje é o Dia Mundial do Rock(13/07)….Salve! Salve! e pra quem não sabe o Rock n’ Roll é uma mistura de Country e R&B (rhythm and blues), inventado e aperfeiçoado por Little Richard, Jerry Lee Lewis, Bill Haley e Chuck Berry. Rock n’ Roll é coisa de preto! É Rock n’ Roll na veia! Salve os pretos criadores do rock. It’s only rock n’ roll but I like it – Rolling Stones

Pra finalizar que é muita informação pra um post só, mas depois eu vou detalhando com o tempo, terminei minha extensão na PUC- Teacher’s Link e minha monografia foi sobre o uso do computador nas aulas de inglês. Muitas leituras, muitas pesquisas, adorei o tema. Agora estou em mais um curso EAD oferecido pela USP- Mídias na Educação. É interessante como o astral trabalha em sintonia…

Minha irmã sempre que lê algo relacioando a essa temática me manda mensagens via twiter ou e-mail. Essa eu achei interessantíssima e compartilho com vocês.

Uso dos wikis como ferramenta pedagógica.

Os wikis (como wikédia) é menos utilizado que o blog, mas é uma ferramenta editável por qualquer grupo de participantes. Dessa maneira, textos podem ser escritos e revisados coletivamente. O autor do blog é o Bruno graduado em Marking e ele é do Espírito Santo. Muito boa e pertinentes suas observações pedágógicas a cerca do uso dos wikis.

Como sou professora de português me veio a ideia de elaboração de textos coletivos em que cada aluno ou grupo de alunos ficasse responsável por elaborar uma parte do texto, ou sub temas, mesmo dividindo em introdução, resumo (abstract), corpo do trabalho (em suas partes), conclusão. Mais ou menos como um trabalho acadêmico. E eu lá só dando dos toques até a finalização. Seria muito dez! Para saber mais:Wikis como ferramenta educacional.

Um edifício começa com a fundação – AEL

7 maio

Símbolo da Academia estudantil de LetrasA AEL (academia estudantil de letras) foi um sonho que saiu da sala de aula da professora Sueli da EMEF Padre Antônio Vieira da zona leste da capital paulistana e virou um projeto da Secretaria Municipal de Ensino.

O estímulo à leitura e o resgate de valores morais como solidariedade, respeito mútuo, amor e paz dão a direção deste projeto que hoje já é realizado em mais de 17 escolas da DRE Penha, se expandiu para as outras DRE e também chegou a outros estados brasileiros.

“Um sonho que se sonha só, é só um sonho que se sonha só, mas sonho que se sonha junto é realidade”

Raul Seixas

O sonho chegou até a EMEF Profº Abrão de Moraes e deu cara com uma realidade não muito otimista e um terreno não muito fértil.  Apesar das dificuldades de início, há lavradores experientes e algumas pérolas entre os estudantes.

É sob este contexto que volto a escrever no blog depois de um grande espaço de tempo.

Quero compartilhar aqui mais uma experiência, que não é direcionada somente a professores de português, mas sim a todos os amantes de literatura.

O primeiro encontro da AEL Abrão de Moraes ocorreu no dia 29/04/2011. Foi o início de um namoro em que o clima, as primeiras impressões encantariam ou afugentariam os aspirantes acadêmicos.

Pedi para que a Sueli estivesse presente para que pudesse explicar aos alunos, um grupo de 5 crianças da 7ªB, o que era a AEL e o que os esperavam. Até para mim mesma, esta explanação já clareou muito, principalmente sobre o meu papel como orientadora literária.

Coloquei um vestido de vampira e amarrei uma echarpe na cintura, nos cabelos usei uma coifa*. Estava improvisada uma nobre medieval.

Expliquei a eles que na Idade Média os livros eram proibidos, sendo reservados somente ao clero e alguns poucos membros da nobreza. A minha roupa se remetia àquele tempo e pela leitura seria possível eles conhecerem e se apropriarem da cultura de diferentes povos e nações em diferentes épocas históricas.

Para encerrar, disse-lhes que muitos textos que andam circulando hoje são apenas cópias ou são inspirados em mestres do passado. Quando era adolescente muita gente pensava que a música Monte Castelo do Legião Urbana era composição do Renato Russo. Na verdade, a canção une o soneto de Camões “Amor é fogo que arde sem se ver” e um trecho da bíblia Corintíos I.

Assim que peguei o violão e toquei a canção dentro daquela biblioteca, vi nos olhos daqueles 5 adolescentes e mesmo da coordenadora e da própria Sueli um brilho enternecedor. Foi então que me reconheci novamente. Estava voltando ao caminho que o sistema prefeitura de ensino estava querendo me desviar.

Começa agora o planejamento para a fundação da mais nova AEL da DRE Penha que terá como patrono o irrevente escritor Luís Fernando Veríssimo.

Para mais informações consultem o blog da Sueli click aqui

Sexualidade se aprende brincando

22 set

Até poderia colocar esse título da postagem como o nome do projeto, mas seria muito forte e o propósito é o conhecimento sobre sexo e sexualidade então o projeto se chama:

SEXUALIDADE SE APRENDE BRINCANDO

E realmente é pra fazer uma alusão àquelas famosas brincadeiras de médico, casinha ou aquela famosa brincadeira da salada mista….hahahahha onde a criança começa a ter um contato com o corpo do outro e também do papel social feminino e masculino.

A apresentação dia 17/09/10 foi um sucesso! Os alunos montaram uma feira, com estandes onde fizeram a exposição dos jogos criados. Eu achei o máximo. Queria eu ter tido a oportunidade de ter feito apresentações destas na minha época…