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Brasiland

28 abr
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Brasil: rumo a modernização com base no positivismo desde 1889

Eu vivo em uma sociedade igualitária. Em que todas as pessoas trabalham e recebem pelo que fazem sem escala de valor em relação a uma função e outra. Aqui na Brasiland as pessoas possuem comprometimento com a Educação e com a lapidação dos valores morais.

Mentira eu não vivo neste lugar, não.
Na verdade, eu vivo em uma sociedade cada vez mais individualista, com atraso de quase 120 anos na liberdade para todos, que é governada por um grupo que não é a cara da população brasileira, mas que foi eleito por ela porque gastou mais pra fazer propaganda de si. São empresários, ruralistas, funcionários liberais.
Esse grupo está lá para defender interesse dos grupos aos quais fazem parte, é pra isso que foram eleitos. A quantidade deles no legislativo em detrimento daquele do capiau que consegue se eleger é infinitamente superior. Então, penso que a força de mobilização e argumentação desse último grupo supere a do capiau.
De repente, a toque de caixa se articulam para aprovar um plano para salvar o povo brasileiro, reformando e modernizando leis e congelando gastos públicos. Certamente vão resguardar, legitimamente, os direitos das classes que representam. O capiau, então, se ferra pois não tem com quem se articular.
A questão é o funcionamento do legislativo numa forma geral. Nessa o capiau sou eu, o povão, base da pirâmide e tals.
Agora vou pra história do Brasil. Vou ser bem generalista em relação a algumas manifestações ocorridas por aqui, lembro de duas de cunho bem popular que foram massacradas pelos aparelhos do Estado: Quilombo de Palmares e Canudos. Tivemos, também, os movimentos contra a ditadura militar, que mesmo com todas as mortes e repressões era composto por uma turma mais intelectualizada um pessoal mais articulado, alguns passaram pelo exílio, outros ficaram organizados na clandestinidade. O fato é que quando um grupo se opõe a um sistema estabelecido que “dizem” ser melhor pra todo mundo o pau fecha aqui no Brasil. E vejo que por esses exemplos quem pode mais chorou menos.
Bora pra Brasiland, que foi historicamente governada por uma minoria interessada em perpetuar seu status quo e que continua “sabendo” o que é melhor pra todo o povo.
Em Brasiland as manifestações são sempre pacíficas e os grupos debatem seus interesses de forma equilibrada chegando a um consenso que satisfaçam o bem estar geral da população. Tratam política em sua essência: palavra de origem grega politiká, uma derivação de polis que designa aquilo que é público e que como a ciência da  de um Estado ou Nação é também uma arte de negociação para compatibilizar interesses.
E aqui no Brasil também se exerce a política em sua essência com uma legislação que caminha para a equalização dos interesses dos grupos aos quais seus representantes pertencem. Para mim, não há nada de incoerente com o meu país. Está tudo fluindo perfeitamente bem.
Se o capiau, eu e o povo brasileiro, não colocou representantes de seus interesses lá dentro do Congresso vai ter que ficar se digladiando cá fora pra ser ouvido. E pra eu poder fazer toda essa reflexão tive que ler, analisar, me interessar, ponderar, confrontar, pesquisar, elaborar uma linha de raciocínio e escrever. Segundo pesquisa realizada pelo Instituto Paulo Montenegro em 2015, eu faço parte do seleto grupo da população brasileira que tem plenas habilidades de leitura, compreensão e escrita de diferentes tipos e gêneros textuais.
Eureca! Descobri qual é o problema do capiau brasileiro: é não ter a habilidade de articulação e expressão oral e escrita para compreender essa engenhoca política e se sentir um ser pertencente a esse movimento. Nossa, é isso! Educação de qualidade! Está tão claro! Poxa, mas, então, por que será que nossos representes tão estudados não pensaram nisso antes?
E bora pra Brasiland.
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Divisão da categoria docente é coisa que Marx explicaria muito bem.

8 maio

Quando o diálogo não acontece e se entra em uma luta, pode-se ter a certeza de que todos os envolvidos direta ou indiretamente sofrem. No caso da greve de professores, o impasse estabelecido nas negociações entre governo e sindicato extende a quantidade de dias parados, aumentando o desconto no salário dos docentes e atravancando o processo de ensino aprendizagem de alunos. Para aqueles que ficaram nas salas de aula tenho a profunda convicção de que os motivos pessoais suplantaram os da categoria. Lá dentro das classes e algumas quase vazias estão trabalhando sob que condições, eu me pergunto? E eu sei sob quais estão. Eu trabalho no magistério público e criativamente vou vivenciando a cada fim de jornada menos um dia letivo.
Se todos esses professores que não entraram em greve, por motivos pessoais, por acharem que a greve não é o meio de se conseguir melhorias na Educação, por não acreditarem no sindicato, ou por acharem que este não é o momento estratégico para tal, mas que de alguma forma se sentem explorados pelo governo se unissem para mudar a situação do grupo a qualidade de ensino já teria se elevado razoavelmente.
ImagemAgora se essa massa de docentes vai fazer coro aos poucos indiferentes, contradição educacional trabalhar para formar cidadãos críticos e ser um alienado, e a outros tantos que acreditam estar tudo correndo bem, só podemos chegar onde estamos: categoria dividida, nem há melhoria para alunos, nem para professores, sofrimento para todos os lados. É assim que as coisas funcionam quando não se há união.
No final das contas eu vou ficar sem salário, meia dúzia irá à reposição e se a negociação terminar com qualquer conquista para o magistério aquele que não levantou sequer o dedo vai compartilhar dos ganhos com a consciência tranquila. Eles sabem que alguns companheiros ralaram por ela.
Os combatentes cumprirão sua parte repondo legalmente os dias letivos parados, enquanto que aqueles que continuaram nas salas de aula sob qualquer circunstância curtem suas férias, pagas em 10x no cartão, e seus cursos planejados como se nada tivesse acontecido.
Na realidade o foco aqui não é na educação são os seres humanos e só posso reinterar a citação: os meus problemas estão resolvidos, mas pra você que fica, que se vire!

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Computers on the table

15 abr

Computers on the table

O uso do computador nas escolas públicas do estado de SP é bem desigual, mas na maioria das vezes é esse o tipo de situação que se verifica na maioria delas.